segunda-feira, 2 de abril de 2012

shame.

já declarei meu amor aos filmes da sofia coppola e minha inquietação ao irreversível, de gaspar noé, em tantos bares, em tantas salas de aula que já perdi a conta. 
shame, de steve mcqueen, parece existir acossado por rastros e temas inscritos em filmes daqueles dois. a solidão, a gastura incorrigível forjada pelo egoísmo, o erotismo entocado em abismos que confinam dramas diluem-se frente aos estoques de redenção ofertados ao personagem brandon (michael fassbender). as consequências narrativas desse enfoque acende uma trama-potência que tropeça em uma pedagogia do final-parábola.


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