sábado, 11 de fevereiro de 2012

mãos.

as portas de um pronto-socorro são sempre estranhas. dispensam soleira e o peso dos rostos refletidos. 
sei pouco do funcionamento de um hospital, muito de suas emergências. todas em um cochilo interditado, acomodado no turno prestes a terminar. as massagens cardíacas ocorrem em descompasso com a pressa dxs que ficam à espreita. 
a chegada daquele homem velho socorrido pelo vizinho foi sentida pelas portas. morreu, me disse o cardiologista com as mãos brancas de um pó que lembrava o giz.

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