segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vitrine ou a banda dos meninos que ensaiavam no meu prédio:

Vitrine ou a banda dos meninos que ensaiavam no meu prédio:

Por Ludimila Moreira Menezes.


Nacos de espelhos que registram subjetividades em arranjos e dissonâncias pós-punks, marcas orgânicas de medos, tumultos, desencontros forjados em uma cidade fugaz que entrega velocidade e solidão compõem as narrativas do primeiro cd da Banda Vitrine.

Entre as performances ao vivo da Vitrine, e o cd produzido por Philippe Seabra surge a ansiedade de reverberá-los, a expectativa que essa banda inflame não só a cena rocker de Taguatinga, Brasília e seus arrabaldes.

Dentro do repertório ciceroneado pelo vocalista Israel Veloso que, aliás, com sua voz extemporânea alcança as virtudes de nomes como Ian McCulloch, Ian Curtis, a Banda percorre espaços de desassossego materializados no baixo assumido por Mark Santana.

“Espelhos” é repleto de enredos fragmentados, de rotas e trilhas possíveis para o cotidiano de quem vive no limbo cercado pelo concreto, pelas luzes e pelas promessas anônimas de amor. Já em cena na Mtv e nas zonas virtuais o videoclipe Zero Hora ilustra as pretensões da Banda, que em seus shows provoca a platéia com vigor e a melancolia dançante de canções como Esther, 21, Egoísmo entre outras. Dos shows da Vitrine o apelo punk do também vocal e guitarra Davi Kaus tornam as apresentações genuínos festejos iconoclastas.

Submissão é a faixa que destaco desse disco do agora, invadido, sentido e registrado pela Vitrine.

Mais de Vitrine em:  http://www.myspace.com/vitrine
                                  @vitrinebsb

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