segunda-feira, 18 de abril de 2011

Sobre rupoestrysmos: notas de uma amiga

rupoestrysmos é uma bomba que explode. seus estilhaços já estão comigo, assim como meus choramingos encarnados de saudade do amigo mendigo visionário que partiu. Ao melhor cicerone, cronista, poeta, louco, músico dos rumos incontornáveis - que chamam de dias,  de vida - agradeço o mimo, o afago de poder abrigá-lo, reproduzí-lo em linhas, nesse espaço de anti-diário meu.
Para além da toada libertária constituinte da expectativa de um devir anarco-potência, um epistemólogo que troça do burlesco em escalonamento fantástico, um historiador mascarado de músico, filósofo, segurando bombas que dinamitam as categorias fundantes, farsantes de um humano e suas matrizes incautas, frouxas que oprimem em suas tecnologias de poder positivo!!! 
rupoestrysmos está longe e perto, em constante fuga. no turbilhão das estradas, rostos, fonemas faz um sistema vazar como se fura um cano... Um tributo-ode-escárnio-cântico-paródia-elegia-punk-folia que conclama espaços de heterotopias para suas possíveis viabilizações. 

Ainda alocada nos arrabaldes do estouro só posso assegurá-lxs que a força da amizade dissipa medo, morte, tristeza.





Um comentário:

  1. Estou a choramingar essa já previsível falta, medo, morte, tristeza que a falta do "indomável animal, exemplar raro da espécie" virá a provocar. Talvez não consiga apoiar-me na amizade , já que os sentimentos estão em constante transcendência, hora amor, outrora paixão, o zelo sentido pelo amigo e esse infindável momento tórrido que não passa, talvez por nem ter chegado ainda.

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