terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Carta para o deserto.

na poeira dos livros, filmes, cadernos deixados para trás vestígios de uma revolução de madrugadas, dias, mortes e ressurreições. Nas marcas dos retratos, lembranças, gritos, bailes, uma amizade, espaço de heterotopias.
Das dores do rosto magro, branco, das notas disparadas e nas melodias arrastadas pela voz rouca em bodegas modernas: uma película atravessada de alegria, frio, insurgências, beleza. 
Lá no deserto para o Mendigo-Visionário deixo minhas canções de saudade e uma banheira branca.

Um comentário:

  1. Este microconto tem ares saudosos!!!
    lembranças de pessoas e lugares. Uma em especial!

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