sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Eu e a Sofia Coppola: notas de uma não crítica.










Não sei ao certo há quanto tempo assisti Virgens Suicidas, lembro que aluguei o filme em uma locadora perto de casa chamada 100% Vídeo e paguei uma multa inenarrável por tê-lo visto umas quatro vezes. Minhas primeiras impressões de Encontros e Desencontros ocorreram em uma das salas de um combalido cinema burguês da cidade. Aqueles registros de um urbano alheio às solidões, reverso dos infindos comerciais de alegria, felicidade tornaram-se emblemáticos. Lembro que presenteei meu namorado com esse dvd...
Maria Antonieta apareceu quando eu tinha me tornado professora da frente de História Geral de um pré-vestibular da capital. Além  dos arroubos da adolescente Habsburg, dos decalques estéticos e fonográficos contemporâneos, a narrativa encontra uma personagem que destoa das representações tradicionais dos livros didáticos, lança possibilidades de confrontar o verdadeiro, as continuidades dos discursos positivos.
Hoje foi o dia de Somewhere. Das desilusões de um ator-pai da árida Los Angeles às inquietações de uma filha de pais separados o filme atravessa realidades de consumo, silêncios engendrados pela falta. Sem reivindicar temas específicos a narrativa trata das subjetividades cooptadas pela lógica do mainstream, nos rastros da solidão, da dor.
Sofia Coppola, uma amiga.

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