sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Microconto: Entre guerras.

No tempo de bombas, dormia tão cedo. O bairro continua aceso, valente, violento.
Por muito tempo quis saber do exílio, das brigas nas escolas, da fugas de casa, das cartas guardadas na caixeta de sabão em pó, da cirurgia...
O velho nome estava rabiscado em todos os álbuns. Os telefonemas escancaravam o deboche, a dor.
Com um vestido verde o natal chegou sem cristo, psicólogo, médicos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário