segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Microconto: Carta de amor

Da última vez na rasura do fundo do poço chorei alto. Naquele par das festas, das manhãs assassinadas, das viagens, do iraque, das vilas, ruelas, becos o folêgo desbaratinava o percurso dos dias.  Na encruzilhada da felicidade os foguetes profetizavam àquele fim de julho, agosto que lembro em latidos, chuva, aceleração. Do cachorro recolhido, dos beijos, dos doces do casebre, dos tapetes, vinis que escapam no silêncio dos exilados entrego meu videoclipe, anos 90, para o menino dos coturnos desamarrados.

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