sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pra não dizer que não falei sobre uma certa capa da playboy:



Enfim, entre a construção de relações de poder pautadas na matriz de desejo heterossexual masculina e a exposição misógina de corpos nus o que torna a playboy de Portugal digna de comentários nesse entusiasmado Brochuras, além claro, da entrevista do escritor de Caim?
Em uma perspectiva conceitual de homenagear o escritor (ateu) José Saramago, a revista empreendeu um trabalho de reportar-se ao livro 'O evangelho segundo Jesus Cristo', título que aparece estampado na cabeçeira da cama em que jesus contempla uma mulher desfalecida e as críticas do escritor à instituição católica .
Além da imagem de Estado-Nacão que exportou burocracia para terras brasileiras, além dos ditames católicos que assolaram tribos, subjetividades, um outro Portugal vem se reiventando e promovendo rachuradas e colorações no imaginário dos terços e punições. Acho importante falar desse outro Portugal não capturado pelas mídias cristãs, neo-pentecostais, em seus avanços laicos, como a aprovação de uma legislação que permite o aborto e dos debates amplos sobre a liberação do casamento homossexual para pensarmos nessa publicação e nos rumores, sinalizações sobre o empastelamento da Playboy Portugal pela responsável internacional Playboy Enterprises. Sob acusações de choque nacional, falta de respeito, a revista pode ser de fato fechada.
Sob esse aspecto, gostaria de saber dxs portuguesxs se estão de fato chocadxs? Se tomam essa publicação como herética? Se as intervenções às representações já cristalizadas do mito jesus não são lúdicas ou desconstrutoras do estereótipo dx português(a)fundamentalista inscrito nos confins das padarias e das sacristias...

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