quinta-feira, 12 de abril de 2012

FIM.


do ruído daqueles rostos indiciários à extrema tensão de uma linguagem, sempre a fuga para o irrepresentável nesse espaço brochuras daqui.
das contingências da escritura advindas da falência à dinastia da representação e da experiência do exterior, uma irrupção de outras primaveras absurdas em outros foras. 
o projeto de um blog será sempre inacabado. 
a despedida é egoísta e sem choro. talvez três choramingos e meia dúzia de canções aforismos.

logo, deixo ali em cima o endereço do novo projeto. 



terça-feira, 10 de abril de 2012

duas canções para acordar e olhar a manhã cheia de fumaça e urgência delxs.

aqui e aqui

domingo, 8 de abril de 2012

pequena cabra

os cartazes espalhados e uma fuga das pragas. cinema de domingo. as soluções aquecidas por mapas desenhados na mesa suja do bar misturavam gás, borracha e vidro. quarenta dias, de provas e acidentes nas estradas, espiados pelos dinossauros do calendário dele. fora do preço do canto, o grito roubava o peso, o passo, o aperto. 

10 great female-fronted punk bands you should know

aqui

sábado, 7 de abril de 2012

estouro.


como se as músicas da debbie harry ainda tocassem no player destroçado pelos livros empilhados. longe das roupas aquela devoção às quinquilharias rebatia em ressaca no corpo cinco quilogramas mais magro, mais escapável do dedos. calculou a distância entre saidão, páscoa e indulto. descobri o peso dos dias estocados nos copos. da última vez quebrou os três mais baratos. a sentença dos feriados no papel jornal insistia nas fotografias das estradas, das penitenciárias e das padarias. faltava sempre o milagre.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

hemingway em animação.

O Velho e o Mar, ilustrado por Marcel Schindler em stop-motion.


the old man and the sea from Marcel Schindler on Vimeo.


atavismo

trovão, picos de energia, vento com ruído, escala para o foto-realismo de um verão que não sei, retornado. três contagens das manhãs do feriado interrompidas pelo spam desesperado em sequestrar uma aluna, uma comunidade de corpos rígidos, aflitos, apressados para aulas de yoga na universidade. é nessa falta de hora que queria o meu primeiro gradiente de volta.  

terça-feira, 3 de abril de 2012

“While She Waits”





a nova banda querida desse blog, the holiday crowd, disponibilizou um novo single do disco Over The Bluffs para download. clique aqui para baixar "while she waits". 

a versão 'jack the ripper' do japandroids.

cover bonito para jack the ripper do nick cave.







uma semana e meia


um romance japonês e outros dois portugueses. o saldo de uma semana e meia com a mesma dicção  das outras do mês-aniversário que foi embora de novo. António Lobo Nunes, Kenzaburo Oe e valter hugo mãe indiciam os pressupostos de um pacto ficcional ajustado no controle discursivo. talvez menos em uma questão pessoal do que em as naus e a máquina de fazer espanhóis a experiência literária  recenda o desmoronamento da linguagem, um impulso à experiência do abismo.



segunda-feira, 2 de abril de 2012

shame.

já declarei meu amor aos filmes da sofia coppola e minha inquietação ao irreversível, de gaspar noé, em tantos bares, em tantas salas de aula que já perdi a conta. 
shame, de steve mcqueen, parece existir acossado por rastros e temas inscritos em filmes daqueles dois. a solidão, a gastura incorrigível forjada pelo egoísmo, o erotismo entocado em abismos que confinam dramas diluem-se frente aos estoques de redenção ofertados ao personagem brandon (michael fassbender). as consequências narrativas desse enfoque acende uma trama-potência que tropeça em uma pedagogia do final-parábola.


sábado, 31 de março de 2012

não metal.


o uso tópico da dor naquela receita, corpo dobrado sem ginástica, julgava um calendário embaralhado, iodado. menos reativo, o pedaço do corpo machucado apelava aos corantes fracos das tortas para amanhecer sem o medo, com o sono.

quinta-feira, 29 de março de 2012


mapa topográfico

e sempre parava na janela do sexto andar o barulho do freio de um carro invasor de canteiro quase florido. e nessas noites onde o relógio de temperatura, de hora e de dia tenta antecipar o fim do ano, fingindo ser o depois de amanhã, a belina que abriga meia cidade dentro tornava a aparecer feito fantasma na maquete rachada de silêncio. 
habitante sem lágrimas da paisagem seca eu não desvendava mistério nenhum. se um monstro daqueles dos power rangers aparecesse, talvez eu batesse a campainha dos vizinhos, cantasse as canções do disco celebrity skin.


quarta-feira, 28 de março de 2012

olympe de gouges em hq





depois de Kiki de Montparnasse (2007) a dupla José-Louis Bocquet e Catel Muller desdobram a parceria em outro romance gráfico biográfico. entre as sendas da era das revoluções, ainda marcada pelas prerrogativas masculinas, aparecem retratados na hq distribuída pela editora casterman os confrontos políticos, os escritos de emancipação e a famosa "Declaração dos direitos da mulher e da cidadã" (1791). 



vídeo via @7BD

Morrissey em São Paulo. (show completo)




via @trabalhosujo

terça-feira, 27 de março de 2012

sobre doença e final feliz: la parenthèse de Elódie Durand.




sabe quando a leitura vira soco? La Parenthèse de Élodie Durand desancou meus sintomas (?) de menina doente.
as crises epilépticas e as recorrentes perdas de memória de Judith, segundo nome da autora, anunciam o domínio vulnerável de um corpo anacrônico. endereçada à mãe a história desmonta um núcleo de significação retilínea a partir do emprego dos flashbacks que ajustam uma lógica menos onisciente ao enredo.
o romance gráfico explora um território ocupado por camadas de vozes que reverberam a dor, a esperança, o tratamento e a possível cura seja no quarto da protagonista ou nos confins das salas de raio x. o percurso da doença, um câncer cerebral, está encarnado nos traços que manifestam os descompassos entre o corpo atrasado, confuso que tomba e o tempo progressivo dos outros.
o apelo ao disforme, desenhos rascunhados, em alguns momentos da narrativa reflete a ânsia da jovem não se diluir no desconforto, no abismo das crises. o repertório autobiográfico desses desenhos em preto e branco forjados na inquietação, nas batalhas cotidianas evoca a presença de Epiléptico de David B.
metamorfoseada em parênteses de uma vida que segue, a doença se torna peça de uma memorabília pronta para envelhecer com saúde e sonhos.



segunda-feira, 26 de março de 2012

honey power


Iranians we love u: a message to Iran from Israel



dancedance, otherwise we are lost 


(pina  bausch)



o ingresso foi comprado pelo menino que também é insone, a sede imprevista fez minhas pernas brotarem em um espaço fronteiriço ao bebedouro, ali, fugi das lendas urbanas e dos diagnósticos sanitaristas. entre as indisciplinas do domingo e as especulações sobre a trinca: wim wenders; 3d; pina bausch, o trailer esparramava a chegada de um titanic remasterizado com direito a incursão nos efeitos tridimensionais.
no revés dos filmes confeitados pelo pacto narrativo que vislumbra a soberania da palavra, a ocupação holística da tela estão as coreografias, a narração em off, o estrato do vigor, da ruína em corpos arautos da vida resistente ao desmandos do biopoder. o filme apresenta gestos que compõem uma caixa de lembranças sortidas da companhia tanztheater wuppertal e de sua cicerone que não descolou a dança do teatro.









o truque do poço é o anonimato. o bonde suspenso nunca o atravessará. na falta da fila as pernas tombam em uma estrada que recortada, avenida. 




sexta-feira, 23 de março de 2012

farsa

a brincadeira do copo amaldiçoava o sono da infância. o copo comprido quebrado hoje na cozinha, já sala, revoga o áudio do filme baixado, alcança a gritaria de uma rua de patos de minas. na terra onde a quaresma ditava os sustos, a apoteose do medo se escondia nas marcas de um sobrenatural desdenhado pelos burburinhos finais das brincadeiras.

segunda-feira, 19 de março de 2012

the holiday crowd

smells like the smiths.




amanhã! dia mundial sem carne!




vi aqui

História do povo cigano.


o Centro interdisciplinar de Formação Continuada da UnB (interFoCo) está com inscrições abertas para o ciclo de debates "Ciganos: uma história invisível".  
os encontros são gratuitos e serão realizados nos dias 9 e 10 de Abril, das 8h às 12h e das 19h às 22h, no auditório dois Candangos da Faculdade de educação (Campus darcy ribeiro). 
inscrições no  interFoCo (Pavilhão Multiuso i, em frente ao BrB). os participantes receberão certificado. 
Mais informações: 3107 5917 / 5918 ou interfoco@unb.br 

vi aqui

domingo, 18 de março de 2012

borderline


o domingo arrastado trouxe uma boa descoberta pós-punk. ao pesquisar o que seria o tal do estilo coldwave cheguei à banda francesa Asylum Party. borderline é o disco do agora.